Objetivo - Ser referência em informações sobre gerenciamento da comunicação em situações de crise.

Crises submetem Obama à prova de fogo

Guerras, tragédia, batalha no Congresso e crise econômica submetem o Presidente Obama à prova todos os dias. Num período conturbado da história dos EUA, governar se transforma em saber lidar com crises quase diárias. O que significa conviver com crises?

Além de duas guerras, a tragédia numa base militar do Texas, em 05/11, que culminou com a morte de 13 pessoas e ferimentos em 30, jogam o presidente Obama numa ciranda de acontecimentos trágicos e extremamente perigosos para o futuro do país. Pessoas próximas asseguram que o presidente enfrenta todos os dias os desafios de aprender a governar e exercer a presidência numa época de guerra. Não bastassem as guerras, a reforma do sistema de saúde, que implica dura batalha no Congresso, a legislação sobre mudanças climáticas e a economia, que teima em não decolar, são, segundo o The Washington Post, apenas exercícios cerebrais comparados com o papel amargo de ser o comandante-em-chefe.

Apagão pega mídia e autoridades de surpresa

Já está consagrado na gestão de crises. Elas não chegam de surpresa, como se pensava. Ao contrário, 95% delas, segundo especialistas, podem ser previstas. Por que, então, as autoridades brasileiras demonstraram surpresa quando tentam explicar o apagão, que escureceu 40% do território nacional nesta terça-feira?

A saia justa e curta das universidades

Três universidades nos últimos dias demonstram como a academia vai na contramão dos tempos e dos costumes. A Unip oferece um mimo para os alunos a avaliarem de forma positiva no Enade. A USP se vê envolvida em denúncia de plágio e a Uniban - Universidade Bandeirante se superou. Expulsa aluna agredida pelos colegas, porque suas roupas seriam provocantes. O tempora O mores! diria Cícero, diante de tanta aberração.

Tripulação experiente evitou tragédia na Amazônia

Em janeiro, a frieza de um comandante americano que conseguiu pousar um avião com 154 passageiros em pleno rio Hudson, no centro de Nova York, surpreendeu o mundo. Ele demonstrou controle, frieza e, acima de tudo, grande capacidade de superar situações de crise. Por isso se transformou em herói.

As crises nossas de cada dia

As últimas semanas trouxeram à tona crises ou ameaças de crise com desgaste da imagem de instituições ou governos. Algumas denotam falta de controle ou planejamento das autoridades. Além do vazamento do Enem, com transtornos para milhares de estudantes e familiares, o Rio de Janeiro saltou das páginas esportivas para as policiais com a mesma rapidez com que os traficantes somem nos morros cariocas. O inquérito policial do acidente da TAM, que apontou os pilotos como culpados, não agradou aos familiares das vítimas.

Para salvar imagem, apresentador denuncia chantagem

Qual a atitude do executivo, ao ser extorquido por alguém, com ameaças de denúncia que comprometa sua reputação? O apresentador David Letterman, da CBS, âncora do programa Late show, confessou ao vivo no programa que foi chantageado por um colega, com ameaças de revelação de suas aventuras sexuais com funcionárias do talkshow.

Faltou avaliação dos riscos na crise do Enem

A crise vivenciada pelo MEC, em função do cancelamento das provas do Enem, ao que tudo indica ocorreu pela falta de avaliação dos riscos da operação. Já se descobriu como se deu o vazamento. Mas pelas informações disponíveis, a quebra da segurança, com o cancelamento e consequente prejuízo financeiro e ameaça à imagem do certame, seria consequência também do açodamento do MEC em realizá-lo. Não levou em conta os riscos da operação, pela sua complexidade e dimensão, e a falta de qualificação do consórcio contratado.

Imagem na internet deve ser monitorada

O que você faria se dezenas de comentários criticassem uma empresa no seu blog, depois da reação dessa empresa a uma nota negativa? Blogueiro postou matéria com críticas a uma empresa de serviços. Um internauta não gostou. Ao se passar por representante da empresa, passou a defendê-la, justificando a atitude da organização. Choveram outros comentários de leitores, indignados com a empresa, pela reação e por não reconhecer o erro. Só tem um porém.

Crise econômica estimula violência juvenil

A crise econômica não causou estragos apenas nas contas dos governos e empresas. O desemprego afetou muita gente. Mas atingiu mais as famílias de classe média e renda baixa. Desestruturados profissionalmente, os pais, com baixa autoestima, não conseguem manter a família unida. Com isso, um subproduto da crise, constatado por psicólogos e autoridades, é o aumento da violência juvenil, principalmente em países desenvolvidos como Inglaterra, França e Itália.

Suicídios provocam crise na telefônica francesa

Aumento no número de suicídios entre empregados da empresa francesa France Télécom trouxe à tona problemas na administração em uma das maiores operadores de celular da Europa. Em 18 meses foram registrados 23 suicídios de funcionários, com fortes suspeitas de estarem ligados a pressões e cobranças feitas pela empresa após reestruturação. A denúncia veio dos sindicatos e dos próprios empregados.

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