Brasil, laboratório de crise

Depois da novela que se desenrolou com o caso Renan, no Congresso Nacional, com todos os desdobramentos de votações atrasadas, negociações por cargos com a base aliada, para garantir votos, a crise ataca em outras fronteiras.

Tivemos este mês (agosto) o episódio do recall da indústria de brinquedos Mattel. Após ser obrigada a trocar mais de 21 milhões de unidades no mundo, o principal dirigente (CEO) da Mattel visitou a China e tentou minimizar o problema que aquele país trouxe com a falta de fiscalização sobre suas fábricas de brinquedos. Alegou um mal-entendido e foi cobrado na hora.

A crise também foi atacar no Corinthians paulista, com várias denúncias de envolvimento de dirigentes (o presidente caiu depois de 14 anos no cargo) e a empresa MSI, que tinha uma parceria com o Clube, em lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e, agora, manipulação ou suspeita de resultado. Veja matéria nesta página sobre o episódio.

Como se vê, o Brasil continua um bom laboratório de crise. Viveu o primeiro semestre em torno dos imbroglios no sistema aéreo, culminados no triste e lamentável acidente com o avião da TAM, em julho. Assistimos, após isso, ao lamentável espetáculo de acusações, julgamentos, denúncias e mais denúncias da imprensa, artifícios e acordos para evitar condenação, tudo envolvendo o presidente do Senado.(JJF-ago/07)